2012-04-11
A Secretaria-geral do antigo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento (MEI) apostou fortemente num projecto de prestação centralizada de serviços em web sites
Secretaria-geral da Inovação e do Desenvolvimento (MEI)

A Secretaria-geral do antigo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento (MEI) apostou fortemente num projecto de prestação centralizada de serviços em web sites, implementado pela MasterLink. Ambicionou-se testar uma metodologia nova, ou seja, fazer o que se denomina hoje de prova de conceito.

«Recorde-se que o PRACE, enquanto instrumento de reforma da administração pública definiu um modelo de centralização para os organismos da administração pública, que foi refletido na lei orgânica do Ministério da Economia e Inovação (em 2007)», refere Susana Miguel, Chefe de Divisão da Direcção de Serviços de Sistemas e Tecnologias de Informação, da Secretaria-Geral do Ministério da Economia.

«Face a este enquadramento legislativo, a missão da Secretaria-Geral (SG) do ex-MEI era assegurar a prestação centralizada de serviços, em particular para os organismos integrados na administração directa do Estado, sendo que, a concretização deste modelo, nomeadamente na área das TIC, consistiu na atribuição das responsabilidades, funções e competências à SG, com a transferência dos funcionários que executavam estas tarefas em diversos organismos», adianta a responsável.

Contudo, não houve esse esforço de integração quanto aos sistemas de informação, às aplicações e à infra-estrutura, o que resultou na obrigatoriedade da SG prestar apoio a diversos web sites, de diferentes fornecedores e com tecnologias distintas. «A maior parte deles nem sequer tinham um backoffice para a gestão de conteúdos, o que implicava, devido à sua tecnicidade, a introdução dos mesmos, por parte dos técnicos de informática», confessa Susana Miguel.

Verificou-se então que, na aquisição de serviços de novos web sites, os organismos eram criteriosos na escolha do produto, mas não tinham igual sensibilidade para os aspectos relacionados com a continuidade do projecto, nomeadamente, quanto ao alojamento, à manutenção e competências técnicas específicas para a gestão da infra-estrutura, face à enorme variedade de soluções que existem no mercado.

«A SG começava a ter dificuldades em conseguir dar resposta a todos os pedidos, face ao número de técnicos necessários, respectivas competências e à abrangência das tecnologias em concurso, mas, face ao exposto e a fim de ultrapassar estas contrariedades, optou-se por dar abertura e flexibilidade para a escolha do interface gráfico, para obter a satisfação do cliente e mostrar intransigência na selecção das plataformas e das tecnologias», acrescenta a responsável.

 

Requisitos da nova solução

Aquele organismo do antigo MEI procurou, assim, uma aplicação que fosse implementada por camadas, por forma a permitir flexibilizar e concentrar a arquitectura da infra-estrutura com a gestão centralizada e possibilitasse, em simultâneo, desenvolver web sites com diferentes grafismos e funcionalidades.

Foram definidas para a seleção da ferramenta web as seguintes linhas orientadoras:

• Uma plataforma web única e escalável, que permitisse alojar diversos web sites;
• Com capacidade de multi-organização;
• Autonomia na gestão de conteúdos de cada um dos web sites;
• Templates gráficos independentes de cada um dos web sites;
• Com uma estrutura modular;
• Permitisse uma gestão técnica centralizada e integrada;
• Respeitasse as orientações da arquitetura tecnológica da SG.

A solução implementada consiste numa arquitectura de elevada escalabilidade, permitindo a definição de camadas aplicacionais, a optimização de recursos, garantindo alta disponibilidade e a implementação de níveis de segurança diferenciados. A plataforma possibilita a sincronização com outras plataformas, com a implementação de mecanismos de comunicação, e ainda a importação e exportação de informação de forma automática.

Numa primeira fase, é efectuada a aquisição do motor da aplicação e, de acordo com os objectivos e necessidades de cada organismo, são adquiridos novos módulos pelo respectivo organismo. Esses módulos são, por sua vez, facilmente integrados na plataforma base, ficando disponíveis para todos os web sites dos restantes organismos.

O modelo gráfico do web site é definido e adquirido por cada um dos organismos e, posteriormente, disponibilizado na plataforma base. Deste modo, também é possível reutilizar estes modelos e aplicar alguns ajustes a partir do modelo gráfico original.

Com este modelo de gestão implementado, conseguiu-se igualmente separar as responsabilidades, uma vez que a SG assumiu toda a gestão de infra-estrutura, a componente aplicacional, a formação e o apoio técnico de primeira linha, enquanto a gestão da informação dos conteúdos passou a ficar a cargo do respectivo organismo.

Com este último objetivo, foi solicitada a nomeação de um gestor de conteúdos para cada web site, com as funções de gerir e dinamizar o site em termos de informação, verificação de boas práticas da aplicação e interlocutor directo com a SG.

Com um interface bastante versátil e amigável, a ferramenta possibilita que, em cada um dos web sites, sejam definidos perfis de acesso e de funções diferenciados, permitindo assim que a gestão dos conteúdos seja feita à medida pela entidade gestora do site, que são os organismos ou clientes.

«Com este projecto, procurava-se dar início à estruturação de um modelo idealizado, para assegurar a resposta ao alargado universo de clientes que os serviços de TIC herdaram, por força das funções que lhe foram cometidas», refere Susana Miguel.

«A necessidade em obter economias de escala, em gerir os escassos recursos humanos e em racionalizar as infra-estruturas tecnológicas conduziu ao modelo de centralização de serviços e recursos, que permitiu focar as competências dos técnicos, evitando a dispersão do conhecimento, melhorar a gestão e monitorização da infra-estrutura física e da componente aplicacional», adianta a Chefe de Divisão.

O projecto possibilitou ainda que os técnicos que se encontravam alocados à introdução de conteúdos pudessem focar-se no apoio técnico e no desenvolvimento.

 

Inovações e benefícios

Para Susana Miguel, «é de destacar a implementação deste modelo de centralização e uniformização na prestação de serviço, tendo por base uma tecnologia por camadas e altamente escalável, não só ao nível da infra-estrutura, como também da ferramenta em si, pelo facto de ser uma ferramenta modular que permite evoluir sem obrigar à mudança ou alteração de versões dos sites».

Encontram-se já instalados nesta plataforma 18 sites, com níveis e conteúdos muito diferenciados, sendo que, existe também bastante diversidade em termos de tipologia de informação, uma vez que alguns são de carácter institucional e outros de cariz essencialmente temático.

«Este modelo multi-organizacional possibilita, em simultâneo, dar resposta eficiente e eficaz às necessidades dos diversos serviços, e à SG cumprir a sua missão de apoio e implementação de novos web sites, num curto espaço de tempo», afirma a responsável.

«A aplicação deste modelo de prestação de serviço, que tem provado ser eficaz e eficiente, foi ratificada como prova de conceito e deverá ser transposta para outros processos nas TIC, constituindo uma das peças de um lego que constitui a prestação de serviços na área das Tecnologias de Informação e Comunicação», revela Susana Miguel.

Fonte: Portal IGOV

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